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Entidades convocam servidores para grande protesto na Assembleia, quinta (06), 13h

Entidades convocam servidores para grande protesto na Assembleia, quinta (06), 13h

Entidades convocam servidores para grande protesto na Assembleia, quinta (06), 13h

Entidades convocam servidores para grande protesto na Assembleia, quinta (06), 13h
 
Boletim 1790 - Salvador, 05 de dezembro de 2018
 
O Sindsefaz, Sinpojud, Sindsaúde e APLB-Sindicato, que desde a última segunda (03) têm estado na Assembleia Legislativa da Bahia em mobilização - para barrar os projetos do governo Rui Costa (PT) de aumento da contribuição ao Funprev, a redução do custeio do Planserv e a mudança do Teto Salarial -, estão convocando os servidores para um grande ato de protesto nesta quinta (06), 13h, nas dependências da Alba.
 
A ideia das entidades é aumentar a pressão sobre os deputados para impedir a votação das matérias, uma vez que o governo pretende votar os projetos de lei que tratam das mudanças no Funprev e no Planserv até quinta (06). A PEC que muda o Teto Salarial, como é emenda à Constituição, exige tempo maior de tramitação e não será apreciada esta semana, conforme nos confirmou na manhã desta quarta (05) o líder do governo, deputado Zé Neto (PT), em telefonema ao Sindsefaz.
 
Além das ações de mobilização, de campanhas na mídia (veja abaixo nossos spots que estão rodando nas rádios) e de articulações com parlamentares e prepostos do governo, as entidades estão discutindo a possibilidade de convocar uma paralisação unificada dos servidores. Lamentavelmente, o governo enviou os projetos para a Assembleia Legislativa sem negociar com os sindicatos, impondo a conta ao funcionalismo sem ouvir a parte que será penalizada.
 
Arrocho
 
O governador Rui Costa está se notabilizando por ser um algoz do servidor público e não adianta alegar virtuosismo por pagar salário em dia porque essa é uma obrigação e não um presente do governo. Os vencimentos dos funcionários do Estado estão 25% menores em relação a 2013, prejuízo que vai aumentar com o aumento do Funprev. Isso vai jogar na lata do lixo os acordos firmados no governo Wagner para recuperar perdas históricas acumuladas nos anos anteriores a 2007. No caso dos usuários do Planserv, a perda é ainda maior, já que o plano de saúde foi reajustado mesmo com o congelamento nos salários.
 
É preciso ainda dizer que os servidores terão gastos adicionais com a perda de qualidade do Planserv. Hoje, os poderes arcam com 4% sobre a folha salarial para o custeio do plano de saúde. O governo está propondo reduzir para 2%, ou seja, retirar metade de sua parte. Será o caos em um serviço que já funciona de forma precária.
 
Pior de tudo, é que as medidas não resolvem o problema alegado pelo governo, se é que podemos confiar nos números que são trazidos da caixa preta do Estado. Pelo contrário. A mudança do Teto Salarial, por exemplo, pode empurrar para fora da Fazenda cerca de 500 servidores que já estão em abono permanência, 1/3 do quadro do fisco. Será o colapso nas finanças estaduais, pois a saída de tantos fiscais tem impacto direto na arrecadação.
 
Reflexão
 
Ainda há tempo para Rui Costa (PT) sair de sua posição intransigente e negociar com os sindicatos. Sabemos que ele não gosta de negociar. Os seus primeiros quatro anos de mandato foram marcados por uma postura antissindical, inclusive estranha à tradição de seu partido e uma negação ao seu passado de sindicalista. Mas nunca é tarde para mudar.
 
Seria o caso de políticos progressistas aliados conversarem com o governador sobre o que representará esta atitude de impor tantas perdas aos trabalhadores. Um bom exemplo é o ex-governador Paulo Souto, cuja história eleitoral recebeu um ponto final assim que ele deixou o governo em 2006, após dois mandatos (1995-1998 e 2003-2006) de massacre ao servidor público.
Fonte: Sindsefaz
 
 

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