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Servidores da saúde evacuam prédio anexo da Sesab com risco de desabamento no CAB

Sindsaúde-Ba mobiliza categoria frente à inadequação de funcionamento do imóvel da Sesab

Sindsaúde-Ba mobiliza categoria frente à inadequação de funcionamento do imóvel da Sesab

Servidores da saúde evacuaram o prédio anexo da Secretaria de Saúde do Estado, no Centro Administrativo, com risco de desabamento atestado pela Defesa Civil, após mobilização do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-Ba), nesta sexta-feira (28), para exigir a interdição imediata do imóvel para a realização da reforma necessária.
 
O imóvel, onde funcionava o antigo prédio da Secretaria de Justiça e Diretos Humanos, sofreu danos estruturais graves após incêndio ocorrido em 2014, mas, até então, o Governo do Estado não realizou nenhuma intervenção corretiva na estrutura externa onde trabalham cerca de 200 trabalhadores, entre servidores e terceirizados.
 
Durante a mobilização realizada dentro do prédio, a diretoria da entidade alertou os trabalhadores sobre a gravidade do problema e o descaso do secretário Fábio Vilas-Boas. A comissão foi recebida pelo engenheiro da Sesab César Chastinet e pelo assessor especial do gabinete Diego Alvarez, que prometeram se posicionar sobre as providências que serão tomadas, em nova reunião agendada para a próxima segunda-feira (31).
 
A vice-presidente do Sindsaúde Tereza Deiró ressaltou que o laudo da Defesa Civil, emitido em 25 de julho de 2017, foi solicitado em caráter de urgência pelo sindicato, após demora do governo em se pronunciar sobre as condições de segurança e salubridade do prédio, mesmo diante de diversas solicitações do sindicato, através ofícios encaminhados para Sesab e outras secretarias do Estado.
 
“Essa não foi uma atitude coerente e responsável do secretário. Não é possível que ele ache que aqueles andaimes e pilares possam sustentar um prédio como este. Ele precisa ter zelo com a integridade física e emocional dos trabalhadores”, afirmou.
 
“Não queremos fazer terrorismo, nem passar um clima de pavor, mas a situação é extremamente delicada. Estamos em cima de uma “bomba”. Lembramos o que aconteceu com o Centro de Convenções. Só não morreram pessoas porque o imóvel estava desocupado”, pontuou.
 
Defesa Civil constatou que foram realizadas algumas obras de reformas internas no imóvel, o que não garante a segurança do local. Segundo o laudo, o incêndio ocasionou graves danos à estrutura do prédio que está totalmente escorado por vigas, pois foi “verificada desagregação de concreto e ferragens expostas em estruturas que compõe o pavimento onde ocorreu o incêndio”.
 
A diretora do Sindsaúde e vereadora de Salvador, Aladilce Souza, lembrou que um laudo emitido pela Defesa Civil em 2014 já alertava sobre o risco de desabamento do prédio e recomendava que o mesmo fosse submetido a uma avaliação de um engenheiro estruturalista, o que não aconteceu.  “O sindicato vem buscando essa transparência desde quando o prédio começou a ser ocupado. O secretário não nos deu nenhum retorno que demonstrasse preocupação com a vida dos servidores. Ao contrário. O que temos observado é o aumento cada vez mais do número de trabalhadores que estão trabalhando no local”, pontuou.
 
Atualmente funcionam no prédio anexo da Sesab os setores da Superintendência de Assistência Farmacêutica e Tecnologia em Saúde, Auditoria em Saúde, Diretoria de Regulação em Saúde e a Base Regional de Saúde de Salvador (antiga 1ª Dires). Além do risco de desabamento, os trabalhadores estão sofrendo com problemas respiratórios por causa da fuligem do incêndio que ainda são visíveis nas paredes, janelas e no teto do imóvel.

Fonte: Sindsaúde-BA

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