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Proposta dos planos privados representa o desmonte do SUS

Proposta dos planos privados representa o desmonte do SUS

Proposta dos planos privados representa o desmonte do SUS

Sindsaúde-Ba defende a ampliação dos recursos para financiar a universalização do sistema
 
 
 
Como se já não bastassem todos os ataques impostos pelo governo Temeroso contra o SUS, agora vem o tiro de misericórdia. Às claras, com ares de projeto bem intencionado. A Federação Brasileira de Planos de Saúde (Febraplan) acaba de apresentar, no 1º Fórum Brasil – Agenda Saúde, na semana passada, a proposta de um novo sistema de saúde (privatizado, claro) que, se colocado em prática, em 2038 apenas 50% da população terá acesso ao SUS.
 
Radicalmente contrária à proposta, a diretoria do Sindsaúde-Ba entende que a intenção é criar mais um filão para o mercado privado de saúde, em detrimento do princípio da universalização consagrado na Constituição Federal. Uma ameaça que não pode ser concretizada, pois representará a vitória da política instalada no país com o golpe de 2016.
 
Afinal, uma das primeiras medidas do grupo que se apoderou do governo foi congelar por 20 anos, por meio da famigerada Emenda Constitucional 95, os investimentos em saúde e educação, atingindo de morte o SUS. O Sistema Único, com todas as limitações decorrentes da falta de recursos, é uma política avançada, modelo implantado há 30 anos e copiado por vários países, que precisa ser ampliado, valorizado, em vez de desmontado.
 
Pela proposta da Febraplan, que trata a saúde como mercadoria, até 2038 metade da população será obrigada a contratar um plano privado ou pagar exames e consultas particulares, caso precise de atendimento médico. Atualmente o SUS atende a 70% da população e não tem um alcance maior devido ao subfinanciamento, fruto de uma política patrocinada pelo lobby dos planos privados. O mesmo lobby que agora tenta criar o “plano para pobre”.
 
O Sindsaúde-Ba defende o SUS público integral, como previsto na Constituição, e estará ao lado do povo brasileiro lutando pelo seu fortalecimento e contra mais esse atentado à universalização da saúde. A entidade não tem dúvida de que esta proposta é um projeto articulado com o governo golpista, que tem outras ramificações para minar o Sistema Único.
 
Um bom exemplo é a nova política de atenção básica de saúde, editada com o objetivo de enfraquecer o Programa que estava em vigor, que tinha como foco a prevenção e promoção da saúde. Entre outras coisas ela transforma os agentes comunitários e de combate a endemias em técnicos de enfermagem, com atuação mais direcionada às áreas curativa e hospitalar.
 
Pelo fortalecimento do SUS! Os servidores da Saúde em todo o Brasil, juntamente com a população que ficará ainda mais desassistida, não permitirão que a nossa Constituição, que estabelece a saúde como direito universal, seja rasgada.
Fonte: Sindsaude
 
 
 

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